Moradores de São Sebastião e indígenas Warao acolhidos pela Cáritas participaram de oficinas de artesanato, rodas de conversa e atividades culturais para aproximar a comunidade local dos refugiados que vivem na região.
As ações ocorreram no Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecon) São Sebastião, unidade ligada à Sedes-DF, e na casa de acolhimento da Cáritas Arquidiocesana. A programação envolveu três grupos conviventes: adolescentes, mulheres e idosos.
As oficinas incluíram miçangas, confecção de adereços, fuxico, crochê, pintura e desenho. Também houve exibição de vídeos sobre a Venezuela e conversas sobre costumes, idioma, vivências e desafios enfrentados pelos Warao no DF.
Para os moradores, o contato ajuda a reduzir preconceito e xenofobia. Para os indígenas, as atividades criam espaço para praticar português, apresentar a própria cultura e adaptar técnicas tradicionais de artesanato ao uso de materiais disponíveis no Brasil.
O trabalho envolveu os grupos Incentiva DF, Torna-te, quem tu és e Criando Histórias, além da equipe técnica do Cecon São Sebastião.
“Percebemos uma necessidade do território e criamos uma estratégia para melhorar a relação dos Warao com a comunidade e para trabalhar com os conviventes do Cecon questões de preconceito, xenofobia e respeito cultural”, afirmou Simone Correa, gerente do Cecon São Sebastião.
A secretária interina de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo, disse que projetos interculturais ajudam a mostrar à comunidade a realidade de famílias que chegam ao DF em busca de segurança e adaptação.
Uma nova etapa está prevista para trabalhar, em oficinas teóricas e práticas, a adaptação do artesanato Warao às fibras brasileiras. A ideia é preservar tradições e, ao mesmo tempo, abrir possibilidades de geração de renda.



