PMDF mobiliza 5 mil policiais para o segundo turno no DF

Operação terá reforço na área central e em embaixadas, cinco mesas no Copom e testes com câmeras corporais e veiculares

Cerca de 5 mil policiais militares serão mobilizados pela Polícia Militar do Distrito Federal para garantir a segurança do segundo turno das Eleições 2026 neste domingo (25/10). O planejamento inclui reforço na área central de Brasília, nos locais de votação e nas regiões onde ficam as embaixadas.

O efetivo será empregado durante o período de votação, das 8h às 17h, e tem dimensão semelhante à operação realizada no primeiro turno. Segundo a corporação, a mobilização eleitoral não reduzirá o policiamento regular nas demais regiões administrativas.

Viaturas exclusivas serão destinadas aos locais de votação, que também contarão com policiais vinculados aos respectivos pontos. O Centro de Operações da Polícia Militar terá cinco mesas dedicadas ao recebimento e ao despacho de ocorrências relacionadas ao pleito.

A PMDF informou que não existe alerta ou indicativo de ameaça contra as representações diplomáticas. O reforço preventivo considera a possibilidade de manifestações e reações ao resultado das urnas depois do encerramento da votação.

O coronel Rômulo Palhares explicou que a polarização eleitoral levou a corporação a preparar planos de contingência para a área central e para as embaixadas. As medidas poderão ser acionadas conforme a movimentação observada depois da divulgação do resultado.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foram registradas dez ocorrências de crimes eleitorais no Distrito Federal. Sete delas envolveram boca de urna, duas permaneciam em apuração e houve uma prisão em flagrante por compra de votos em Planaltina.

A operação deste domingo também servirá para testar câmeras corporais instaladas nos uniformes e equipamentos veiculares. A tecnologia permite geolocalizar os policiais, acompanhar ocorrências em tempo real, realizar reconhecimento facial e fazer a leitura de placas de veículos.

Os dispositivos serão integrados a drones e ao sistema DF 360. Imagens da plataforma já foram utilizadas no primeiro turno para documentar derramamentos de material de campanha e encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral para análise.

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, juíza Marília Guedes, afirmou que a segurança das urnas mantém uma cadeia de custódia desde a saída do galpão do tribunal até a entrega nos colégios eleitorais. O transporte envolve os Correios, a Polícia Judicial, responsáveis pelos locais de votação e o monitoramento da PMDF.

De acordo com a magistrada, as câmeras corporais e veiculares também podem ajudar a reunir provas de eventuais crimes e identificar pessoas. O objetivo da operação é permitir que os eleitores votem sem constrangimento e com segurança.