Bombeiros ampliam uso de tecnologia no combate a incêndios no DF

Monitoramento em tempo real, satélites da NASA e drones com câmeras térmicas ajudam na detecção precoce de focos de calor e na atuação das equipes em campo

O Corpo de Bombeiros Militar do DF tem usado a tecnologia como aliada no combate aos incêndios florestais. Durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, o tenente-coronel Marcelino destacou que ferramentas como monitoramento em tempo real, imagens de satélite e drones têm contribuído para tornar a atuação das equipes mais rápida e eficiente.

A declaração foi dada em resposta a uma pergunta sobre qual tecnologia trouxe o maior ganho prático para prevenir ou detectar incêndios mais cedo no DF. Segundo Marcelino, o acompanhamento em tempo real das viaturas permite que a corporação visualize no mapa onde estão as equipes e direcione o atendimento para os pontos de ocorrência com mais precisão.

O uso de imagens de satélite também foi apontado como uma ferramenta importante. De acordo com Marcelino, esse recurso auxilia tanto na identificação de pontos quentes no terreno quanto na investigação de possíveis incêndios criminosos, além de ajudar no planejamento de operações maiores.

O tenente-coronel citou ainda satélites da NASA, utilizados para acompanhar focos de calor e ampliar a capacidade de leitura das áreas de risco. Com essas informações, os bombeiros conseguem agir com mais estratégia, principalmente em períodos de estiagem, quando a vegetação fica mais vulnerável ao fogo.

Outro recurso destacado são os drones, especialmente os equipados com câmeras térmicas. Eles permitem identificar focos de incêndio, orientar as equipes no terreno, indicar melhores acessos e auxiliar na definição das estratégias de combate.

Após o controle das chamas, os drones também ajudam no trabalho de rescaldo. As câmeras térmicas conseguem localizar pontos ainda quentes que poderiam reacender o fogo, evitando que uma área já combatida volte a registrar incêndio.

Para o Corpo de Bombeiros, a integração entre tecnologia e atuação operacional melhora a resposta aos incêndios, reduz riscos e fortalece a proteção do cerrado e da população do DF durante o período mais crítico de seca.