O primeiro turno das eleições de 2026 mostrou que a força política de Celina Leão (PP) não ficou restrita à disputa pelo Palácio do Buriti. A governadora terminou na liderança com 825.530 votos, o equivalente a 49,93% dos válidos, contra 34,47% de Leandro Grass (PT), e ficou a apenas 0,07 ponto percentual de encerrar a eleição no domingo.
O resultado para o GDF foi acompanhado por um desempenho expressivo dos partidos que integram a coligação de Celina. O grupo avançou nas disputas pelo Senado, Câmara dos Deputados e Câmara Legislativa, dando à candidata uma base numericamente forte entre os representantes escolhidos pelo eleitor do Distrito Federal.
No Senado, o resultado foi ainda mais contundente. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL e integrantes da mesma coligação de Celina, ficaram com as duas vagas em disputa. Michelle recebeu 938.496 votos, enquanto Bia somou 886.616.
As duas deixaram para trás a senadora Leila do Vôlei (PDT), que tentava a reeleição e terminou com 21,25%, e Erika Kokay (PT), que ficou com 18,91%. PDT e PT fazem parte da coligação que sustenta a candidatura de Leandro Grass ao GDF.
A força dos aliados de Celina também apareceu na Câmara Legislativa. Dos 24 deputados distritais eleitos, 16 pertencem a partidos que integram sua coligação. O PL conquistou cinco cadeiras, enquanto Republicanos, MDB e PP ficaram com três cada. União Brasil e Podemos completam esse grupo com uma vaga cada.
Na Câmara dos Deputados, o cenário também foi favorável aos partidos que estão ao lado da governadora. Das oito vagas do Distrito Federal, cinco ficaram com siglas de sua coligação. O PL elegeu Alberto Fraga, Thiago Manzoni e Izalci Lucas, enquanto Rafael Prudente foi eleito pelo MDB e Julio Cesar pelo Republicanos.
O PL, principal partido da direita dentro da aliança, saiu especialmente fortalecido. Além de conquistar as duas cadeiras do Senado, a sigla formou a maior bancada do DF na Câmara Federal, com três deputados, e também a maior bancada individual da próxima legislatura da CLDF, com cinco distritais.
Os números ajudam a dimensionar o resultado do primeiro turno. Celina não conseguiu encerrar a disputa pelo GDF por uma margem mínima, mas o campo político que sustenta sua candidatura conquistou espaço em praticamente todas as frentes colocadas em votação.
Assim, o segundo turno começa com um cenário diferente de uma disputa isolada pelo Buriti. As urnas deixaram Celina na liderança para o governo e deram aos partidos de sua coligação as duas vagas do Senado, 16 das 24 cadeiras da Câmara Legislativa e cinco dos oito representantes do Distrito Federal na Câmara dos Deputados.
