Celina lidera corrida pelo GDF em todos os cenários e abre ampla vantagem no primeiro turno

Governadora chega a 32,4%, mantém Arruda oito pontos atrás e também lidera na pesquisa espontânea e nas simulações de segundo turno

A pesquisa Correio/Opinião divulgada nesta quarta-feira (5) mostra Celina Leão na liderança da corrida pelo Governo do Distrito Federal com 32,4% das intenções de voto. José Roberto Arruda, que acumula seis condenações em segunda instância por improbidade administrativa em processos relacionados à Operação Caixa de Pandora, aparece com 24%.

Leandro Grass ocupa a terceira posição, com 9,8%, e Ricardo Cappelli aparece em quarto, com 4,3%. Os números mostram Celina com mais de três vezes o percentual de Grass e com mais de sete vezes o resultado de Cappelli, consolidando uma larga dianteira no primeiro turno.

A liderança se repete na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos. Celina é lembrada por 17,2% dos eleitores, quase o dobro dos 8,9% registrados por Arruda. Grass tem 4,1% e Cappelli, 1,2%.

Celina também aparece à frente nas duas simulações de segundo turno das quais participa. Contra Arruda, a governadora registra 43,6%, enquanto o ex-governador tem 40,1%. A diferença está dentro da margem de erro, mas mantém Celina numericamente na liderança. No confronto com Grass, a vantagem é expressiva: 53,8% para Celina, contra 28,6% do adversário.

Além de começar a campanha atrás nas pesquisas, Arruda ainda enfrenta incertezas sobre sua elegibilidade. Na condenação mais recente, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios manteve a responsabilização do ex-governador em um processo envolvendo contratos do GDF com a empresa Call Tecnologia. A decisão determinou a perda dos direitos políticos por 12 anos e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

Segundo o TJDFT, o esquema utilizava “reconhecimentos de dívida” para viabilizar pagamentos sem respaldo contratual ou licitação prévia. Os valores pagos à empresa durante o período investigado superaram R$ 66,5 milhões.

A defesa de Arruda tenta viabilizar a candidatura com base nas mudanças aprovadas na Lei da Ficha Limpa, que alteraram a forma de contagem das penas de inelegibilidade. A constitucionalidade dessas regras ainda é analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Cármen Lúcia e Luiz Fux votaram contra parte da flexibilização, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes.

A pesquisa ouviu presencialmente 1.109 eleitores nas 31 regiões administrativas entre 30 de julho e 1º de agosto. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-04077/2026.