O comércio do DF alcançou receita bruta de R$ 132,2 bilhões em 2024. Os números fazem parte da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (29).
O valor representou 14,2% da receita bruta de revenda do Centro-Oeste. Apesar do montante, o Distrito Federal registrou a menor participação percentual entre as unidades da federação da região.
O varejo liderou a movimentação local, com R$ 56,7 bilhões, o equivalente a 42,9% da receita. O comércio atacadista veio logo depois, com R$ 56 bilhões. Já o segmento de veículos automotores, peças e motocicletas respondeu por R$ 19,5 bilhões.
As empresas comerciais do DF mantinham 164,6 mil pessoas ocupadas em 2024. O varejo concentrava 74,6% desses trabalhadores, enquanto o atacado reunia 15%. O comércio de veículos, peças e motocicletas completava o quadro com 10,4%.
A pesquisa também identificou 24,9 mil unidades locais com receita de revenda. Desse total, 19,2 mil pertenciam ao varejo, 3,5 mil ao atacado e 2,2 mil ao segmento de veículos automotores, peças e motocicletas.
A remuneração média paga pelo setor correspondia a 1,7 salário mínimo, cerca de R$ 2,4 mil considerando o piso vigente naquele ano. O resultado colocou o DF, ao lado de Goiás, entre as menores médias do Centro-Oeste. As empresas comerciais desembolsaram R$ 5,1 bilhões com salários, retiradas e outras remunerações, dos quais R$ 3,4 bilhões ficaram no varejo.
A margem de comercialização, diferença entre a receita líquida de revenda e o custo das mercadorias revendidas, chegou a R$ 26,7 bilhões. O varejo respondeu por R$ 15,7 bilhões, o atacado por R$ 8,3 bilhões e o comércio de veículos por R$ 2,7 bilhões.
A Pesquisa Anual de Comércio 2024 foi divulgada pelo IBGE e retrata empresas cuja principal fonte de receita é a atividade comercial. O levantamento usa informações do Cadastro Central de Empresas e de registros administrativos para detalhar receitas, emprego, salários e estrutura do setor.
