Celina Leão saiu do primeiro turno a apenas 168 votos de garantir a vitória sem precisar voltar às urnas. Desde então, o que já era uma candidatura identificada com a direita passou a reunir praticamente todas as principais forças desse campo político no Distrito Federal.
No PL, Alberto Fraga, que caminhou com José Roberto Arruda no primeiro turno, declarou apoio a Celina após o ex-governador ter a candidatura barrada pelo TRE-DF e pelo TSE. Izalci Lucas também aderiu e resumiu o objetivo do grupo ao dizer que é preciso “impedir que o PT ganhe qualquer espaço no DF”.
Nesta quarta-feira (7), o apoio ganhou dimensão nacional. Nikolas Ferreira declarou voto em Celina durante entrevista ao Metrópoles e foi direto ao explicar sua posição. “Se o PT tá de um lado, eu estou do outro. A gente caminha ao lado dela, contra o PT”.
Celina também esteve ao lado de Flávio Bolsonaro em reunião com lideranças nacionais do União Progressista. O encontro formalizou o apoio da federação ao presidenciável do PL, que teve 51,31% dos votos no Distrito Federal no primeiro turno, contra 38,11% de Lula.
Outro movimento veio de Kiko Caputo e do Novo. Adversário de Celina no primeiro turno, Kiko afirmou que “não foi difícil optar por engajar na campanha da governadora” e disse que encontrou várias convergências entre as propostas apresentadas pelo Novo e as ideias do atual governo.
A lista ainda inclui nomes que já estavam com Celina antes mesmo do segundo turno. Damares Alves, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis estiveram ao lado da candidata durante a campanha. Michelle e Bia saíram das urnas no último domingo eleitas para as duas vagas do DF no Senado.
Mais do que apoios isolados, o que se desenha é uma reunião quase completa das principais lideranças da direita em torno de Celina. Do PL ao Novo, passando pelo Republicanos e pelas lideranças nacionais, o antipetismo virou um dos principais pontos de convergência dessa frente no segundo turno.
No DF, o discurso de “PT nunca mais” deixou de ser apenas uma mensagem de campanha e passou a representar o ponto de encontro de grupos que estiveram separados no primeiro turno, mas agora caminham do mesmo lado na disputa entre Celina Leão e Leandro Grass.
