Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, parlamentar afirma que modelo apresenta melhores resultados e tem alta procura no Distrito Federal

O deputado distrital Roosevelt Vilela criticou as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o fim das escolas cívico-militares. A fala foi feita durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, neste sábado (25/04).
Segundo o parlamentar, o posicionamento do presidente demonstra distanciamento da realidade educacional do país. “Toni, mais uma vez o nosso presidente, né? Nosso não, de alguém aí, né? Deixa claro que ele tá desconectado com a realidade do nosso país”, afirmou.
Durante a entrevista, Roosevelt Vilela criticou o modelo tradicional de ensino público, apontando problemas como violência nas escolas, evasão escolar, desrespeito e baixo desempenho dos estudantes. Ele também questionou os indicadores educacionais atuais, citando o aumento de casos de analfabetismo funcional.
Ao defender o modelo cívico-militar, o deputado destacou resultados obtidos no Distrito Federal. “Todas as escolas públicas em que foi implementada a estratégia cívico-militar no DF, elas saltaram no IDEB, melhoraram e hoje todas elas fazem parte das 10 melhores escolas públicas do Distrito Federal. São dados”, declarou.
O parlamentar também mencionou desafios relacionados à segurança no ambiente escolar. Segundo ele, há registros de agressões envolvendo professores, pais e alunos, o que reforçaria, em sua avaliação, a necessidade de modelos com maior disciplina.
Atualmente, o DF conta com mais de 20 escolas cívico-militares, sendo 17 ligadas ao Corpo de Bombeiros. Roosevelt Vilela afirmou que há grande procura por vagas nessas unidades e relatou demandas da população por ampliação do modelo, incluindo pedidos para implantação de uma escola em Sobradinho.
“Hoje é um modelo de sucesso e o presidente só, mais uma vez, demonstra que ele não conhece o nosso país e que ele tá mais interessado em implementar a ideologia nas escolas do que efetivamente capacitar esses jovens para o futuro”, concluiu.


