Entre luz e concreto, a Catedral marca 66 anos de Brasília com chamado à responsabilidade

Missa de ação de graças reuniu governadora, vice‑presidente e outras lideranças no templo projetado por Oscar Niemeyer; cerimônia uniu memória da cidade e compromissos públicos

Entre luz e concreto, a Catedral marca 66 anos de Brasília com chamado à responsabilidade

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida voltou a funcionar como um sinal da identidade de Brasília: não apenas um marco arquitetônico, mas também um ponto em que passado e gestão pública se encontraram durante a missa em ação de graças pelos 66 anos da capital.

A celebração teve a presença da governadora Celina Leão e foi acompanhada por autoridades como o vice‑presidente da República, Geraldo Alckmin, o ex‑secretário da Casa Civil Gustavo Rocha e a ex‑secretária de Justiça e Cidadania Marcela Passamani. O encontro no templo misturou homenagens à trajetória da cidade e mensagens sobre o rumo da administração local.

Em seu pronunciamento, a governadora ressaltou o compromisso do Executivo com o desenvolvimento da capital e defendeu a necessidade de agir com coragem, firmeza e transparência. Para Leão, dedicar empenho à cidade é uma forma de retribuir seu valor histórico e social.

O sacerdote que conduziu a missa colocou sob a proteção divina tanto a população quanto os dirigentes, pedindo discernimento para as decisões que envolvem a cidade. A cerimônia serviu, assim, como momento de fé e como palco para exposição de compromissos públicos.

A própria Catedral traz na sua história a conexão entre memória e inauguração cívica: projetada por Oscar Niemeyer, teve a pedra fundamental lançada em 1958 — ocasião em que foi celebrada a primeira missa em solo brasiliense —, a estrutura ficou pronta em 1960 e a nave recebeu inauguração com missa especial em 1970.

Além da solenidade comemorativa, o templo segue abrindo espaço para a vida cotidiana da capital: as missas são celebradas de terça a sexta‑feira, sempre às 12h15, mantendo a Catedral como ponto de encontro regular entre fé, rotina urbana e agenda pública.

A reunião de fiéis e autoridades na Catedral reafirmou a função do local como espaço onde a identidade de Brasília se sobrepõe ao tempo — e onde o passado inspira pedidos e promessas voltadas ao presente da cidade.