Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A mudança ocorreu nesta segunda-feira, 18.
A autorização partiu do ministro André Mendonça, do STF, relator das investigações sobre fraudes no Banco Master. A decisão modifica o local onde o banqueiro estava custodiado desde março.
Vorcaro permanecia em sala de estado-maior, espaço com regras diferentes da carceragem comum. O mesmo local já havia sido usado para custodiar o ex-presidente Jair Bolsonaro antes da prisão domiciliar.
Durante o período na sala de estado-maior, o banqueiro podia receber advogados ligados à proposta de acordo de delação. O pedido foi entregue à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República no início deste mês.
Com o retorno à carceragem da PF, as visitas de advogados passam a seguir regras mais restritas. Essa é a principal mudança prática apontada na transferência.
O caso está relacionado às investigações sobre o Banco Master, sob responsabilidade de André Mendonça no Supremo. A decisão divulgada nesta segunda trata da custódia, não do mérito da investigação.
A carceragem da Superintendência da PF fica em Brasília. A transferência mantém Vorcaro sob custódia da corporação, mas em ambiente diferente daquele em que estava desde março.
A proposta de delação entregue às autoridades segue como ponto relevante do caso. A análise do material cabe à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e ao ministro relator.
A mudança de cela ocorre em meio à tramitação das investigações no STF. Novas etapas dependerão de decisões processuais e da avaliação das autoridades sobre os elementos apresentados.
A ida para a carceragem comum altera a rotina de custódia e de contato com a defesa. Essa diferença foi citada pela Agência Brasil ao explicar o motivo prático da transferência autorizada pelo ministro.



