O DF ampliou o acesso à prevenção contra HIV e mais que triplicou a cobertura do serviço desde 2023. A expansão da PrEP levou o atendimento para 26 unidades da rede pública e superou a referência nacional usada pelo Ministério da Saúde.
Antes concentrada em um serviço especializado, a prevenção passou a chegar também à atenção primária, a policlínicas e ao sistema prisional. Na prática, isso aproximou o atendimento da rotina de quem precisa do medicamento e reduziu a dependência de deslocamentos para poucos pontos da rede.
Segundo os dados divulgados, o indicador de cobertura saiu de 3,39 em 2023 para 10,26 em fevereiro deste ano. O parâmetro nacional considera adequada a razão mínima de três pessoas em uso da PrEP para cada novo caso de HIV acompanhado pelo sistema de saúde.
A rede pública do DF também ampliou a participação de profissionais que podem atuar no atendimento. Enfermeiros e farmacêuticos da atenção primária passaram a prescrever o medicamento, função que antes ficava restrita aos médicos.
Desde o início da distribuição da PrEP no DF, 7.646 pessoas começaram a usar a medicação. Desse total, 5.654 retiraram o medicamento nos últimos 12 meses, enquanto 1.522 aparecem como casos de interrupção do acompanhamento.
Quando usada corretamente, a PrEP pode reduzir em mais de 90% o risco de infecção pelo HIV. Com mais unidades habilitadas, a principal mudança para a população é o acesso mais fácil à prevenção, com atendimento distribuído em diferentes regiões do DF.



