DF amplia oferta de PrEP e leva prevenção ao HIV a 26 pontos da rede pública

Descentralização para a Atenção Primária, presença no sistema prisional e aumento da capilaridade elevam acesso: 7.646 iniciaram a profilaxia e retirada de medicamentos somou 5.654 nos últimos 12 meses.

DF amplia oferta de PrEP e leva prevenção ao HIV a 26 pontos da rede pública

Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

A ampliação da cobertura da profilaxia pré-exposição (PrEP) no Distrito Federal promete tornar mais fácil o acesso à prevenção ao HIV para quem busca o serviço: a medicação passou a ser oferecida em 26 equipamentos da rede pública, reduzindo barreiras e aproximando a estratégia da rotina dos usuários.

Desde que a política deixou de depender exclusivamente de serviços especializados e foi descentralizada para a Atenção Primária à Saúde, outros profissionais da APS passaram a participar da prescrição. Em 2025, a oferta também passou a atender o sistema prisional do DF, sinalizando uma maior capilaridade da estratégia de prevenção.

Dados da rede de saúde do DF mostram que, até fevereiro, 7.646 pessoas iniciaram a profilaxia. Nos últimos 12 meses, 5.654 retiraram medicamentos na rede pública; 1.522 apareciam como descontinuadas no registro. Esses movimentos refletem tanto o aumento da demanda quanto desafios de manutenção no acompanhamento.

O indicador de cobertura da PrEP no DF saltou de 3,39 para 10,26, evidenciando a expansão do alcance do programa. Segundo parâmetros do Ministério da Saúde, a implementação da estratégia considera uma razão mínima de 3,0 — isto é, três pessoas em PrEP para cada caso novo de HIV — como referência regional para a ação.

O público que vem acessando a profilaxia no DF é diverso: inclui gays e homens que fazem sexo com homens, homens heterossexuais, mulheres cis, mulheres trans, homens trans, pessoas não binárias e travestis. As faixas etárias com maior procura são 30 a 39 anos, seguidas por 40 a 49 anos, 25 a 29 anos e 50 anos ou mais.

Além do ganho em cobertura, a ampliação busca efeito prático na redução de novos casos: quando usada corretamente, a medicação pode diminuir em mais de 90% o risco de infecção. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal, em conjunto com as unidades especializadas e a rede básica, tem apostado na descentralização como forma de facilitar a entrada e o acompanhamento de quem precisa do serviço.