Projetos da Sejus-DF incluem olimpíada, futsal, xadrez e outras atividades para estimular convivência, disciplina e novos projetos de vida
Projetos voltados à reintegração de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas no DF têm usado o esporte como uma das principais ferramentas de transformação. No sistema socioeducativo da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF), as atividades esportivas integram o trabalho pedagógico voltado à cidadania, à convivência coletiva e ao desenvolvimento dos socioeducandos.
Segundo o subsecretário do Sistema Socioeducativo do DF, Daniel Fernandes, a Sejus-DF tem atuado nos últimos seis anos para fortalecer o cumprimento da legislação e garantir direitos aos adolescentes acompanhados pelas unidades. “Por intermédio do esporte, incentivamos valores e resgatamos a confiança e a autoestima dos socioeducandos, congregamos a participação dos servidores e reunimos as unidades para a celebração do trabalho e dos seus resultados”, afirmou.
Entre as iniciativas desenvolvidas estão torneios de futsal nas unidades de internação, realizados com apoio de parceiros externos. Nessas atividades, os adolescentes são organizados em equipes e participam de partidas com foco no respeito, no trabalho em equipe e na convivência coletiva.
Para a chefe da Unidade de Gestão de Políticas e Atenção à Saúde de Jovens e Adolescentes, Kauane Mineko, o esporte vai além da prática física e da competição. “Ele se consolida como uma importante ferramenta de ressocialização, capaz de promover disciplina, respeito às regras, convivência coletiva, cooperação e autocontrole emocional dos adolescentes atendidos pelo sistema socioeducativo”, destacou.
Ela também afirma que as atividades ajudam os adolescentes a reconhecer potencialidades, lidar com limitações, valorizar os colegas e compreender a importância do trabalho em grupo. Segundo Kauane, as ações contribuem para reduzir conflitos, aproximar as unidades e ampliar a integração entre os socioeducandos.
Além das modalidades esportivas, os jovens também passaram a contar com o trabalho de especialistas em áreas como artes cênicas, música, educação física e artes plásticas. A entrada desses profissionais na carreira socioeducativa reforça a integração entre diferentes eixos pedagógicos e amplia as possibilidades de formação dentro das unidades.
Em maio de 2026, a I Olimpíada Socioeducativa ampliou as oportunidades de convivência e valorização dos adolescentes. A programação reuniu basquete adaptado, pingfut, frescobol, tênis de mesa, revezamento de 100 metros e arremesso de peso. Também houve atividades culturais, como a confecção de bandeiras, com incentivo ao protagonismo juvenil.
Na Unidade de Internação do Recanto das Emas (Unire), a implantação de um campo sintético permitiu que o futebol passasse a integrar de forma mais estruturada a programação pedagógica. A tradicional Copa Atlas de Futsal também reúne anualmente equipes de diferentes unidades de internação, promovendo intercâmbio entre os adolescentes.
Ao longo do ano letivo, os Jogos Interclasses movimentam modalidades como futsal, tênis de mesa e futmesa, conforme a realidade de cada unidade. No meio do ano, os Jogos da Semiliberdade mobilizam jovens por meio de torneios de golzinho e pingfut. Nas unidades femininas, atividades como alongamento, treinamento funcional e queimada ampliam o acesso a práticas corporais e incentivam o cuidado com a saúde.
Cada unidade também desenvolve projetos próprios. Um deles é o “Corre – Onde o Caminho Muda o Destino”, da Unidade de Saída Sistemática (Uniss), que prepara adolescentes para corridas internas e externas. O xadrez é outra prática usada como ferramenta pedagógica, com campeonatos internos e participação em torneios externos, estimulando raciocínio lógico, concentração e autocontrole.
Nas medidas em meio aberto, as ações esportivas são realizadas em parceria com a rede local, incluindo assistência social, escolas e centros olímpicos. Com isso, os projetos ampliam o acesso dos adolescentes ao esporte, ao lazer e às políticas públicas, fortalecendo vínculos comunitários e novas possibilidades de trajetória.

