Um projeto apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF) pretende usar inteligência artificial para melhorar a gestão hospitalar e reduzir falhas no atendimento na rede pública. A iniciativa terá implementação inicial no Hospital Regional do Gama (HRG), com previsão de início em setembro deste ano.
Batizado de “Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente”, o sistema foi desenhado para acompanhar, em tempo real, etapas como entrada, exames, internação e alta. A proposta é reunir informações clínicas, operacionais e administrativas em uma única plataforma, para apoiar decisões das equipes de saúde.
Com os dados integrados, a tecnologia deve identificar padrões e emitir alertas sobre riscos e possíveis complicações, permitindo que protocolos sejam acionados mais cedo. A ideia é migrar de um modelo reativo — quando o problema aparece depois — para uma atuação preditiva, capaz de antecipar situações críticas.
Na prática, o monitoramento pode ajudar a reconhecer sinais precoces de agravamento, além de reduzir atrasos em exames e falhas no acompanhamento do paciente durante a internação. O projeto também busca melhorar o uso de leitos e recursos e diminuir o tempo de permanência hospitalar.
Para garantir a segurança das informações, a iniciativa prevê anonimização de dados, uso de blockchain e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Com investimento superior a R$ 3,8 milhões e execução prevista ao longo de 12 meses, o projeto integra o Programa Desafio DF (2025) e poderá ser expandido para outras unidades após a fase inicial no HRG.
“A ciência não está restrita aos laboratórios, ela está à disposição da população para resolver problemas reais. É isso que a FAPDF promove ao investir em pesquisa aplicada e tecnologia: transformar conhecimento em soluções concretas que melhoram a saúde pública no Distrito Federal”, destaca Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF.



