Sete UPAs em construção devem ampliar atendimento de urgência no DF

Investimento de R$ 117 milhões prevê novas unidades em Águas Claras, Guará, Sol Nascente, Taguatinga, Estrutural, Água Quente e Arapoanga

Moradores de sete regiões do DF devem ganhar novas unidades de pronto atendimento nos próximos meses, com obras em Águas Claras, Guará, Sol Nascente, Taguatinga, Estrutural, Água Quente e Arapoanga. O investimento previsto é de R$ 117 milhões.

Com a conclusão das obras, a rede pública passará de 13 para 20 UPAs. As unidades em funcionamento registraram 495.984 atendimentos entre 1º de janeiro e 29 de abril, segundo dados do Sistema MV, painel de indicadores do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).

As novas unidades serão de porte 3, o maior na classificação do Ministério da Saúde. Cada uma terá 2.632 m², 65 leitos, consultórios médicos, salas de estabilização, laboratório, farmácia, setor de imagem, brinquedoteca e refeitório.

A ampliação deve reduzir deslocamentos de pacientes e aliviar a pressão sobre hospitais e UPAs já em funcionamento. A estrutura também aproxima o atendimento de urgência de regiões com crescimento populacional e alta demanda por serviços públicos de saúde.

As obras de Águas Claras e Guará estão entre as mais avançadas, com estrutura concluída e etapas internas em andamento. A UPA de Água Quente também já teve a estrutura finalizada e segue para fases internas e infraestrutura externa.

No Sol Nascente, a obra avançou após entraves iniciais e está em fase de concretagem de lajes e instalações. Na Estrutural, as equipes trabalham em pilares e lajes. Em Taguatinga, a obra foi retomada em dezembro de 2025 e tem previsão de entrega entre janeiro e fevereiro de 2027, com possibilidade de antecipação.

A unidade de Arapoanga ainda aguarda a liberação da documentação do terreno para o início das intervenções.

“Estamos trabalhando para reduzir distâncias, desafogar outras unidades e levar um atendimento mais ágil e resolutivo para quem mais precisa”, afirmou Rubens Pimentel, presidente substituto do IgesDF.

O superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel Vieira, disse que a expansão busca aproximar o atendimento da população e reduzir a sobrecarga sobre hospitais.