Leandro Grass criticou, em entrevista ao Correio Braziliense, o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para socorrer o BRB. O pré-candidato ao GDF pelo PT classificou a medida como “letal para a população do DF”. O problema é que a fala aponta o erro, mas não apresenta uma saída imediata para evitar que a crise atinja ainda mais o banco público do DF.
Investigações, bloqueios de bens e eventual recuperação de valores podem levar tempo. Enquanto isso, o BRB precisa seguir operando, atendendo correntistas, preservando empregos e mantendo serviços que fazem parte da rotina econômica e social do DF.
O acordo em torno da operação de crédito foi discutido justamente como uma forma de reforçar o caixa do banco e impedir uma deterioração maior da instituição. Ao tratar o empréstimo apenas como uma conta imposta à população, Grass ignora o custo de deixar o BRB afundar, poderia atingir milhares de trabalhadores, comprometer serviços financeiros e gerar instabilidade em uma instituição que tem papel estratégico para o DF.
O BRB operacionaliza programas sociais do DF por meio de contas digitais, cartões, aplicativos e canais próprios. Segundo dados divulgados pelo próprio banco, somente em 2025 foram 23 programas sociais operacionalizados, com R$ 722 milhões repassados em benefícios e mais de 250 mil famílias alcançadas.
Criticar a medida é fácil. Difícil é explicar como proteger empregos, correntistas e benefícios sociais sem ela.



