O candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), prometeu acabar com o modelo de escolas cívico-militares caso seja eleito governador. Durante entrevista à TMC, nesta segunda-feira (19), o petista afirmou que pretende substituir a gestão compartilhada com policiais e bombeiros militares.
Grass classificou o modelo como fracassado e atribuiu a ele os resultados negativos da educação pública. “Militarização resolveu? Não, piorou. Eu não quero educação de baixa qualidade, eu quero educação de primeira”, declarou o candidato.
A posição contrasta com os índices de satisfação divulgados pela Secretaria de Educação do DF em 2025. Em levantamento realizado em 11 escolas cívico-militares, a aprovação variou de 81,38% a 98,3% entre pais, alunos, professores e servidores.
Os resultados educacionais também entram nessa discussão. No Ideb de 2023, três escolas de gestão compartilhada figuraram entre as dez melhores da rede pública do DF em suas respectivas etapas de ensino. Foram elas o CEF 01 do Núcleo Bandeirante, o CEF 19 de Taguatinga e o CED 416 de Santa Maria.
Já no Ideb de 2025, os colégios militares tradicionais lideraram as avaliações no DF. No ensino médio, o Colégio Militar de Brasília e o Dom Pedro II alcançaram nota 5,9. Nos anos finais do ensino fundamental, o Tiradentes obteve 7,4, seguido pelo Dom Pedro II, com 7,3, e pelo Colégio Militar de Brasília, com 7,1.
A proposta de substituir o modelo coloca em discussão o futuro de unidades que apresentam altos índices de aprovação entre as comunidades pesquisadas.
