Cerca de 50 toneladas de drogas foram incineradas no DF entre 2019 e 2025, segundo dados das forças de segurança. O volume inclui maconha, cocaína, crack, skunk, haxixe e drogas sintéticas apreendidas em operações contra o tráfico e organizações criminosas.
As ações envolvem Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal. As apreensões ocorrem em rodovias, áreas urbanas e regiões administrativas, em operações com monitoramento, investigações de longo prazo, cumprimento de mandados judiciais e atuação integrada.
Somente neste ano, mais de uma tonelada e meia de drogas já foi destruída. O maior volume do período foi registrado em 2023, quando 12,9 toneladas de entorpecentes foram incineradas. Em 2024, foram 4,3 toneladas; em 2025, 6,7 toneladas.
A maconha lidera as apreensões, chegando a ultrapassar 10 toneladas em alguns anos. Também foram retiradas de circulação grandes quantidades de cocaína, crack, skunk e haxixe, além de ecstasy, LSD, catinona, psilocina, tetracaína e diclorometano, conhecido como loló.
O chefe da Coordenação de Repressão às Drogas da PCDF, Rogério Henrique Rezende Oliveira, afirma que a destruição dos entorpecentes encerra uma etapa do ciclo investigativo e demonstra o trabalho permanente das forças de segurança no combate ao tráfico.
Após apreensão e perícia, as drogas só podem ser destruídas com autorização judicial. As incinerações são acompanhadas pela PCDF, Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Detran-DF e Vigilância Sanitária.
Segundo a PCDF, a variação no volume anual está ligada tanto aos resultados das operações quanto ao andamento dos processos judiciais que autorizam a destruição dos entorpecentes.
Além das drogas, as forças de segurança retiraram de circulação mais de 11,5 mil armas de fogo e 13,8 mil armas brancas entre 2019 e 2026. Entre os armamentos apreendidos estão pistolas, revólveres, fuzis, metralhadoras, facas e canivetes.



