Mapa aponta falta de mão de obra qualificada em regiões de Minas

Estudo estadual reuniu demandas de 878 empresas e identificou 13.130 vagas ligadas à formação profissional

A 7ª edição do Mapa Mineiro para Qualificação Profissional identificou 13.130 vagas relacionadas à demanda por formação de mão de obra em Minas Gerais. O levantamento contou com informações de 878 empresas distribuídas por 81 municípios do estado.

O trabalho é coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e serve de base para políticas públicas de capacitação. A intenção é alinhar cursos técnicos e de formação profissional às necessidades informadas pelo setor produtivo em cada região.

A maior procura é por cursos técnicos de nível médio. Administração, saúde, tecnologia da informação, logística, indústria, agronegócio e áreas técnico-operacionais aparecem entre os segmentos com maior demanda, de acordo com os dados consolidados no estudo.

Entre as regiões, Zona da Mata, Central Mineira, Norte de Minas e Noroeste reuniram os maiores volumes de vagas identificadas. A leitura regionalizada é importante porque parte das oportunidades está fora dos grandes centros e exige oferta de cursos próxima aos municípios onde há demanda.

Pompéu teve o maior número de oportunidades mapeadas, com 1.364. Depois vêm Patrocínio, com 691, Taiobeiras, com 627, Rodeiro, com 566, Paracatu, com 506, e Unaí, com 423, municípios que aparecem como polos relevantes no levantamento.

A AMG Brasil participou do mapeamento e informou demandas ligadas à capacitação técnica. A empresa atua no setor de minerais críticos e tem unidades em São João del-Rei, Nazareno, Nova Lima e São Tiago. Em Itajubá, representantes do setor de tecnologia também apontaram falta de mão de obra qualificada.

O Minas Forma e o Trilhas de Futuro usam o Mapa Mineiro para definir ofertas. O primeiro já abriu mais de 7.500 vagas em 63 cursos e formou quase 5 mil alunos. O segundo já formou mais de 100 mil estudantes e soma mais de R$ 2 bilhões investidos desde 2021.