Roosevelt Vilela defende expansão das escolas cívico-militares no DF

Durante o Vozes da Comunidade, deputado afirmou que modelo busca reforçar disciplina e segurança nas unidades e destacou que o Distrito Federal já conta com 26 escolas nesse formato

O deputado distrital Roosevelt Vilela defendeu, nesta sexta-feira (25), durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, a ampliação das escolas cívico-militares no Distrito Federal. Segundo o parlamentar, o objetivo do modelo não é “militarizar” o ensino, mas aumentar a disciplina, o respeito e a segurança dentro do ambiente escolar.

De acordo com Roosevelt, o projeto começou durante o governo de Ibaneis Rocha e foi ampliado nos anos seguintes. O deputado afirmou que atualmente existem 26 escolas cívico-militares no DF e que a governadora Celina Leão já autorizou a inclusão de outras cinco unidades.

O distrital explicou que policiais militares e bombeiros atuam principalmente na organização e na disciplina dos estudantes, sem interferir no conteúdo pedagógico ministrado pelos professores. Segundo ele, os militares recebem os alunos, orientam sobre regras de convivência e podem atuar na mediação de conflitos e em situações de indisciplina.

Roosevelt também afirmou que as unidades escolhidas para receber o modelo enfrentavam problemas como violência, evasão escolar e baixo desempenho. Como exemplo, citou uma escola do Riacho Fundo II que, segundo ele, chegou a ser conhecida pelo apelido de “Carandiru” e hoje teria mais de mil pedidos de matrícula.

Durante a entrevista, o deputado disse ainda que as escolas cívico-militares apresentaram melhora no desempenho escolar e disciplinar em comparação com anos anteriores. Roosevelt também afirmou que pesquisas realizadas com pais e integrantes da comunidade escolar apontariam aprovação superior a 95% ao modelo.

O parlamentar destacou que é autor da legislação que estabelece diretrizes para o funcionamento das escolas cívico-militares no Distrito Federal. Para ele, a ampliação do programa pode contribuir para melhorar os resultados educacionais das unidades participantes.

Roosevelt também relacionou a defesa do modelo à lei que permite videomonitoramento com áudio em salas de aula, também de sua autoria. Durante o programa, citou o caso de um professor da rede pública cuja conduta estaria sendo apurada após a exibição de um filme com cenas consideradas inadequadas para alunos de 12 e 13 anos. Segundo o deputado, as imagens permitiram verificar o que ocorreu dentro da sala.

Ao comentar as críticas ao modelo e ao monitoramento, Roosevelt afirmou que as medidas não têm como objetivo restringir professores ou estudantes. Segundo ele, a proposta é utilizar os mecanismos para esclarecer situações de conflito, garantir disciplina e também proteger profissionais da educação diante de eventuais acusações.