Rotablator no Hospital de Base amplia tratamento de obstruções coronárias

Equipamento permite procedimento menos invasivo em casos de calcificação intensa que dificultam a angioplastia convencional

O rotablator no Hospital de Base amplia as opções de tratamento para pacientes com obstruções graves e calcificação intensa nas artérias coronárias. O equipamento é usado em procedimentos de alta complexidade quando a angioplastia convencional encontra dificuldade ou não pode ser realizada.

A nova tecnologia permite que parte dos pacientes antes encaminhados para uma cirurgia cardíaca convencional seja tratada por um procedimento menos invasivo durante o cateterismo. Segundo o Hospital de Base do Distrito Federal, a técnica também pode reduzir o tempo de internação e os custos para a rede pública.

O rotablator é indicado quando o acúmulo de placas de colesterol provoca uma camada calcificada que dificulta a passagem dos instrumentos utilizados na angioplastia. A avaliação da gravidade da obstrução e da técnica adequada cabe à equipe responsável pelo caso.

Durante o procedimento, uma pequena broca de alta precisão desgasta a calcificação da artéria. Depois dessa etapa, a equipe consegue implantar o stent e restabelecer o fluxo sanguíneo para o coração.

O cardiologista intervencionista Leandro Richa Valim explica que o aparelho é empregado quando a calcificação está muito avançada e outras técnicas não são suficientes. Nesses casos, o procedimento pode evitar uma operação cardíaca mais complexa no futuro.

Para o chefe do Serviço de Hemodinâmica do hospital, Gabriel Kanhouche, a incorporação amplia a capacidade de atendimento dos casos coronarianos de alta complexidade. O equipamento começou a ser divulgado na semana do Dia do Colesterol, data dedicada à prevenção e ao tratamento das doenças cardiovasculares.