Sinpro-DF usa alunos como pressão política contra acordo para salvar o BRB

Paralisação nesta quinta-feira (11/6) deve afetar a rotina de estudantes e famílias da rede pública do DF

O Sinpro-DF anunciou paralisação das aulas nesta quinta-feira (11/6) para participar de um ato em frente ao Palácio do Buriti, a partir das 9h30. A mobilização é contra o acordo firmado para tentar salvar o BRB, mas o impacto imediato recai sobre estudantes e famílias da rede pública.

O protesto é organizado por entidades sindicais, entre elas o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) e a Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF). A pauta, ligada à situação do banco público do DF, será levada para a porta do governo em forma de pressão política.

Na prática, quem sente primeiro os efeitos da paralisação não são bancos, governo ou parlamentares. São os alunos que ficam sem aula e os pais que precisam reorganizar a rotina de última hora diante da suspensão das atividades escolares.

A decisão do sindicato amplia o desgaste em torno do tema. Em vez de manter o embate nos espaços de negociação e debate institucional, a paralisação leva a crise do BRB para dentro das escolas e transforma o calendário escolar em instrumento de pressão.

O caso também expõe uma contradição no discurso da entidade. Ao mesmo tempo em que afirma defender a educação pública, o Sinpro usa a interrupção das aulas como forma de protesto contra uma medida voltada à recuperação do banco público.