A Secretaria de Segurança Pública do DF encerrou, nesta quarta-feira (3), o Curso de Inteligência de Segurança Pública (Cisp) 2026. A formação teve como objetivo qualificar profissionais para a produção de conhecimento estratégico e o assessoramento de decisões na área de segurança pública.
Ao todo, 40 representantes das forças de segurança, órgãos de controle, sistema de justiça e instituições parceiras concluíram o curso. A edição deste ano também registrou um dado inédito: 15 dos participantes concluintes eram mulheres, ampliando a presença feminina em uma área historicamente marcada pela predominância masculina.
Durante a cerimônia, o secretário-executivo de Segurança Pública do DF, Paulo André Vieira Monteiro, destacou a importância da formação para o fortalecimento das ações integradas de segurança.
“A inteligência exige capacidade analítica, visão estratégica, compromisso institucional e permanente atualização. O DF alcançou um patamar que é motivo de orgulho para todos nós: o de unidade da Federação mais segura do país. Esse resultado é fruto de um trabalho contínuo, baseado na integração, no compartilhamento de conhecimento e no compromisso de servidores que se dedicam diariamente à segurança da população. Esse resultado também é fruto do trabalho de vocês”, afirmou.
Ao longo da formação, os alunos participaram de atividades sobre produção de conhecimento, análise de cenários, gestão da informação, metodologias de inteligência e tecnologias aplicadas à segurança pública. O conteúdo foi complementado por um ciclo de palestras com especialistas nacionais, que abordaram temas como inteligência artificial, operações cibernéticas, integração institucional e desafios da atividade de inteligência.
Para o subsecretário de Inteligência da SSP-DF, Gilberto Maranhão, o Cisp contribui para a criação de uma rede de cooperação entre profissionais de diferentes instituições. “A inteligência moderna exige integração, inovação e compartilhamento de conhecimento. O CISP proporciona esse ambiente de troca de experiências entre instituições e contribui para o desenvolvimento de profissionais cada vez mais preparados para atuar diante dos desafios atuais da segurança pública”, ressaltou.
O diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Rodrigo de Aquino, também destacou a importância da colaboração entre órgãos. Segundo ele, a atividade de inteligência depende da troca de informações, da confiança e da conexão entre instituições para fortalecer a proteção do Estado e da sociedade.
O secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Teles, afirmou que os concluintes passam a integrar uma rede de profissionais voltada à cooperação e ao enfrentamento dos desafios da segurança pública no DF.

