O senador Wilder Morais (PL), candidato ao Governo de Goiás, afirmou nesta segunda-feira (14/9) que poderá adotar câmeras corporais nos uniformes de policiais militares caso seja eleito. Em entrevista à Rádio Sucesso, repercutida pelo jornal O Popular, ele condicionou a decisão a uma discussão com a Corregedoria da Polícia Militar e integrantes da corporação.
Ao abordar o tema, Wilder disse que pretende ouvir os policiais para definir se os equipamentos serão incorporados à segurança pública do estado.
“Com relação às câmeras corporais, hoje em Goiás a gente ainda não usa. Assim que a gente chegar ao governo, a partir dos 100 dias, nós vamos sentar com a corregedoria, com os policiais e eu não tenho nenhuma dificuldade”, declarou.
O candidato também afirmou que acompanhará o entendimento da corporação, tanto em uma decisão favorável à implantação quanto na opção de não utilizar a tecnologia.
“O que a nossa corporação entender que é bom para a sociedade e para a segurança pública, nós vamos ter. Como também se decidir não ter, eu também vou ficar com a corporação”, acrescentou.
A abertura de Wilder à possível adoção dos equipamentos ocorre enquanto o candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, se manifesta contra a obrigatoriedade das câmeras corporais. O presidenciável argumenta que a medida pode prejudicar a atuação dos profissionais de segurança.
Flávio também criticou determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o uso obrigatório e contínuo dos dispositivos. Na avaliação dele, o excesso de fiscalização pode levar policiais a deixar de agir em determinadas situações por medo de cometer erros e responder judicialmente.
Ao sustentar que medidas desse tipo dificultam o trabalho policial e favorecem criminosos, Flávio declarou: “Os vagabundos agradecem”.
