PMDF incorpora 300 dispositivos Taser como alternativa ao uso de força

Equipamentos provocam incapacitação neuromuscular temporária e serão utilizados conforme protocolos de legalidade, necessidade e proporcionalidade

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) incorporou 300 dispositivos Taser aos recursos usados pelas equipes em situações de risco. A aquisição inclui kits do modelo Taser 10 e acessórios destinados ao treinamento e ao emprego operacional.

Os equipamentos são classificados como dispositivos de condução de energia e também conhecidos como armas eletroeletrônicas de incapacitação neuromuscular. Eles foram projetados para provocar uma interrupção temporária dos movimentos e podem ser empregados para controlar ocorrências sem o uso imediato de arma de fogo.

A tecnologia oferece uma alternativa tática para situações que exigem a contenção de pessoas agressivas, desde que as condições permitam a utilização segura. O recurso pode diminuir a necessidade de confronto físico direto e reduzir riscos para policiais, envolvidos na ocorrência e terceiros.

O emprego dos dispositivos deverá seguir os protocolos da corporação, as diretrizes de uso diferenciado da força e os princípios de legalidade, necessidade e proporcionalidade. A decisão caberá ao policial responsável pela ocorrência, após avaliar o nível da ameaça e os riscos existentes.

A compra também contempla equipamentos específicos para a capacitação do efetivo. O treinamento é necessário para que os novos dispositivos sejam operados de forma técnica e de acordo com as regras institucionais.

Segundo a PMDF, a aquisição amplia as opções disponíveis para a atuação policial e integra o processo de modernização dos meios operacionais da corporação.