O bancário e sindicalista Cristiano Severo afirmou que o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa adotava práticas de assédio moral dentro do banco. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, ao comentar a crise envolvendo a instituição e o clima interno vivido pelos empregados.
Segundo Cristiano, o assédio teria sido usado como ferramenta de gestão durante o período em que Paulo Henrique esteve à frente do banco. Ele disse que o Sindicato dos Bancários acompanhou a situação desde o início e apresentou denúncias sobre a forma como trabalhadores eram tratados dentro da instituição.
“As pessoas adoeceram durante a gestão de Paulo Henrique”, afirmou o sindicalista. De acordo com ele, o ambiente interno começou a se deteriorar quando vieram à tona os problemas relacionados às operações envolvendo o Banco Master.
Cristiano relatou que empregados responsáveis por análises técnicas teriam sofrido pressão para aprovar propostas em prazos muito curtos. Segundo ele, procedimentos que normalmente exigiriam dias de avaliação eram cobrados em poucas horas, mesmo diante de questionamentos internos.
O sindicalista também afirmou que Paulo Henrique “tocava terror” dentro do banco, com cobranças agressivas, descomissionamentos e pressão por metas. Na avaliação dele, a postura do ex-presidente afetou diretamente a saúde emocional de parte dos trabalhadores.
Durante a entrevista, Cristiano defendeu que o BRB avance em mecanismos de governança e compliance para evitar que situações semelhantes se repitam. Para ele, além de controles mais rígidos, é necessário criar formas de proteger os empregados que resistirem a pressões internas.
O bancário também afirmou que o episódio deve levar à responsabilização de todos os envolvidos em eventuais irregularidades. Segundo ele, o dinheiro desviado precisa ser recuperado e devolvido ao banco e à população do DF.
Cristiano disse ainda que, após o acordo para capitalização do BRB, o clima entre os empregados começou a mudar. Segundo ele, trabalhadores que estavam angustiados com o risco de liquidação do banco passaram a demonstrar alívio e recuperação da confiança na instituição.


