A tentativa de construir uma candidatura unificada da esquerda ao GDF esbarrou na disputa pela vaga de vice de Leandro Grass (PT). O espaço passou a ser reivindicado pelo Partido Verde e pela Federação PSOL-Rede, que pressionam o PT para garantir participação na chapa majoritária.
O PV defende a indicação da administradora Dora Gomes. Integrante da Federação Brasil da Esperança ao lado de PT e PCdoB, o partido argumenta que deve ser contemplado na composição, especialmente porque os petistas já encabeçam as candidaturas ao GDF e ao Senado.
Do outro lado, PSOL e Rede trabalham para emplacar a advogada Tetê Monteiro como vice. A federação também reivindica espaço na suplência da candidatura de Erika Kokay (PT) ao Senado, ampliando a disputa interna pelas principais posições da chapa.
O impasse ocorre após o PT não conseguir fechar uma aliança com o PSB, que até o momento mantém Ricardo Cappelli como pré-candidato ao Buriti. Sem acordo, a legenda agora precisa administrar as pressões dos próprios aliados para definir a composição eleitoral.
Embora Grass afirme que a escolha será tomada coletivamente, a disputa entre PV e PSOL-Rede expõe o racha nos bastidores da esquerda. Antes mesmo do início oficial da campanha, os partidos ainda enfrentam dificuldades para transformar o discurso público de união em um acordo sobre a própria chapa.
