Celina Leão assumiu o GDF em 30 de março, após a renúncia do ex-governador Ibaneis Rocha. Desde então, a governadora tem buscado imprimir ritmo próprio ao governo, com ações em áreas como saúde, educação, gestão fiscal, infraestrutura e no enfrentamento da crise envolvendo o BRB.
No primeiro dia no cargo, Celina lançou o programa GDF na Sua Porta, no Itapoã. A iniciativa leva serviços públicos, gabinete móvel e atendimento direto às regiões administrativas. Na ocasião, também foram assinadas ordens de serviço voltadas à zeladoria, infraestrutura e melhorias urbanas.
A presença nas cidades passou a ser uma das marcas iniciais da gestão. O programa foi ampliado para outras regiões, com ações integradas de órgãos do GDF e encaminhamento de demandas apresentadas pelas comunidades.
Na educação, a governadora enviou à Câmara Legislativa um projeto de reajuste de 25% para as Funções Gratificadas Escolares. A medida alcança servidores que atuam em funções de gestão e apoio nas escolas públicas do DF. Celina também participou da entrega da Escola Classe 401 do Itapoã Parque, construída com investimento de R$ 9,4 milhões e capacidade para atender cerca de 700 estudantes.
Na saúde, autorizou o reforço de 164 médicos para a rede pública, incluindo profissionais temporários para a Estratégia Saúde da Família e aprovados em concurso. A medida foi anunciada como parte do esforço para ampliar o atendimento e reduzir a pressão sobre unidades da rede pública.
Outra frente foi o programa Saúde Mais Perto do Cidadão, que entrou em nova etapa com previsão de ampliar consultas, exames e procedimentos especializados. A ação busca atender pacientes que aguardam atendimento em áreas de grande demanda no SUS do DF.
Na área fiscal, Celina assinou decreto para controlar despesas, revisar contratos e acompanhar gastos públicos. O texto alcança despesas com aluguéis, veículos, terceirização, informática, eventos e patrocínios, além de criar mecanismos de controle sobre as contas do governo.
O principal teste da governadora, até agora, foi a crise do BRB. Celina conduziu a articulação que resultou em acordo no Supremo Tribunal Federal para viabilizar a capitalização do banco em até R$ 6,6 bilhões. A solução envolveu União, Banco Central, Fundo Garantidor de Créditos, Ministério Público Federal e outras instituições.
O acordo retirou o banco de um cenário de maior instabilidade e permitiu ao GDF apresentar uma resposta institucional em meio à crise. Para Celina, o episódio também teve peso político, já que o BRB é uma das principais estruturas financeiras do DF e tem impacto direto sobre servidores, correntistas e a economia local.
Em cerca de dois meses de governo, Celina consolidou uma imagem de comando em meio a temas sensíveis e esses primeiros movimentos indicam uma governadora mais presente nas decisões e disposta a assumir o protagonismo da gestão.



