Daniel Vilela (MDB) foi reeleito governador de Goiás neste domingo (4/10) com a maior votação nominal já registrada para o cargo no estado. Com 98,78% das urnas apuradas, o emedebista contabilizava 2.120.086 votos válidos, equivalente a 59,12%.
O resultado supera a votação alcançada por Ronaldo Caiado (PSD) em 2022, quando recebeu 1.806.892 votos válidos. Daniel também garantiu a vitória ainda no primeiro turno e comandará Goiás por mais quatro anos.
Wilder Morais (PL) ficou na segunda colocação, com 22,08%. Luís César Bueno (PT) aparecia com 9,80%, seguido por Marconi Perillo (PSDB), com 8,72%. Luciana Amorim (UP) registrava 0,33%, enquanto Danilo da Silva (PCO) tinha 0,03%. Os números ainda aguardavam a conclusão da totalização das urnas.
A eleição de Daniel também mantém uma sequência inédita na política goiana. Goiás chega a três disputas consecutivas pelo governo definidas no primeiro turno. Caiado venceu em 2018 e repetiu o resultado em 2022. Agora, Daniel garante a terceira vitória seguida do grupo ainda na primeira votação.
Daniel assumiu o Governo de Goiás em março de 2026, após a renúncia de Caiado para disputar a Presidência da República. Antes disso, havia ocupado a vice-governadoria por pouco mais de três anos. A continuidade da gestão, que chegou a 84% de aprovação popular, foi um dos principais pontos de sua campanha.
A candidatura contou ainda com uma ampla aliança política. A coligação Pra Goiás Seguir em Frente reuniu MDB, PSD, União Brasil, Progressistas, Republicanos, Podemos, Avante, Mobiliza, Agir, Democrata, PRD e Solidariedade. Daniel chegou à eleição com o apoio de 227 dos 246 prefeitos de Goiás.
Aos 42 anos, Daniel Vilela passa a ser o segundo governador eleito mais jovem de Goiás desde a redemocratização. Natural de Jataí, ele é filho de Maguito Vilela e iniciou sua trajetória eleitoral em 2008, quando foi eleito vereador de Goiânia. Depois, passou pela Assembleia Legislativa e pela Câmara dos Deputados.
Em 2018, Daniel disputou pela primeira vez o Governo de Goiás e terminou a eleição em segundo lugar. Quatro anos depois, foi eleito vice-governador na chapa de Ronaldo Caiado. Com a posse em março de 2026 e a vitória nas urnas neste domingo, o emedebista garante agora um mandato completo de quatro anos à frente do estado.
