Marconi Perillo é chamado a depor em CPI que apura irregularidades e dívida de quase R$ 1 bilhão

Ex-governador integrou o Conselho de Administração do Jockey Club de São Paulo, entidade investigada por possíveis irregularidades fiscais e imobiliárias

Candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) deverá prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades no Jockey Club de São Paulo. O convite para o depoimento do ex-governador foi aprovado nesta terça-feira (11/8) pela Câmara Municipal da capital paulista.

A identificação de Marconi como candidato em Goiás ajuda a contextualizar o assunto para os leitores do Distrito Federal, embora a investigação ocorra em São Paulo.

O requerimento foi apresentado pelo vereador Gilberto Nascimento Jr. (PL), presidente da CPI. O diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, também foi chamado para prestar esclarecimentos.

Marconi integrou o Conselho de Administração do Jockey Club. Conforme o requerimento, o depoimento deverá esclarecer questões administrativas, financeiras e patrimoniais relacionadas à transferência do direito de construir, além das obrigações financeiras da entidade com o município de São Paulo.

Steinbruch, que presidiu o clube e também participou do conselho, deverá explicar decisões administrativas e financeiras tomadas durante sua atuação na instituição.

A comissão apura possíveis irregularidades na gestão de débitos tributários, na negociação de potencial construtivo e na aplicação de recursos destinados à restauração do patrimônio histórico. Segundo a Câmara Municipal de São Paulo, o Jockey Club enfrenta cobranças de quase R$ 1 bilhão em tributos municipais, incluindo o IPTU.

A investigação também procura identificar eventual “desvio de finalidade ou alocação inadequada de recursos”. Os vereadores analisam ainda passivos trabalhistas, a atuação da fiscalização municipal e as medidas adotadas pelo poder público diante da situação financeira e patrimonial da entidade.

No início das investigações, Marconi negou envolvimento nas supostas irregularidades. O ex-governador classificou como “leviandade absurda” a associação de seu nome ao caso e afirmou que não participou da escolha das empresas contratadas.