DF e Goiás vão reforçar a vigilância contra doenças que ameaçam a produção agrícola. A estratégia foi alinhada em reunião realizada nessa quinta-feira (9), em Goiânia, com foco na cooperação entre os dois territórios.
Durante o encontro, técnicos compartilharam informações sobre a situação fitossanitária e definiram medidas conjuntas de fiscalização, monitoramento, prevenção e controle. A atuação deve priorizar áreas de divisa e municípios do Entorno.
A iniciativa prevê troca imediata de informações, planejamento integrado das ações e apoio das forças policiais para ampliar a capacidade de prevenção, detecção e resposta às ameaças fitossanitárias.
Entre as doenças discutidas, o greening, também chamado de HLB, é a que mais preocupa a citricultura. A doença é considerada a mais grave e destrutiva dos citros no mundo. Em Goiás, dois focos foram identificados recentemente em propriedades rurais, um em Cidade Ocidental, no Entorno do DF, e outro em Campo Limpo de Goiás.
A integração é considerada importante pela proximidade entre DF e Goiás e pela circulação de mudas, materiais vegetais, máquinas, equipamentos e pessoas entre regiões produtoras.
Entre as ações discutidas estão o reforço da vigilância nas regiões produtoras de citros, a fiscalização do trânsito de material vegetal e a orientação aos produtores para compra de mudas de origem regular e identificação precoce de sintomas.
O greening é transmitido pelo psilídeo, inseto que pode adquirir a bactéria ao se alimentar de uma planta contaminada e transmiti-la a plantas sadias. Por isso, o enfrentamento envolve identificação e eliminação de plantas infectadas, além do controle do inseto vetor.
A reunião também tratou do cancro cítrico. Embora o DF não registre casos confirmados até o momento, as equipes permanecem em vigilância, com compartilhamento de informações, ações coordenadas de monitoramento e orientação a produtores.
O cancro cítrico é de origem bacteriana e afeta diferentes espécies de citros, como laranjas doces, limões, limas ácidas e tangerinas. A doença provoca lesões em folhas, ramos e frutos, com prejuízos à produtividade e à qualidade comercial.
No DF, dois casos de cancro bacteriano da videira foram identificados em propriedades no Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF) e em Brazlândia. Após a confirmação, as equipes intensificaram o monitoramento em propriedades localizadas em raio de até 10 km dos focos.
A doença pode afetar folhas, ramos e frutos da videira, comprometer o desenvolvimento das plantas e causar perdas na produção. A disseminação ocorre principalmente por mudas e estacas contaminadas, além de ferramentas, máquinas e equipamentos usados no manejo sem higienização adequada.



