Operação da PCDF apreende 10 kg de cabos e prende três suspeitos por tráfico e receptação no DF

Ação na região da SGAN 915 reforça combate ao tráfico e aos furtos de cabos, crime que impacta serviços essenciais no DF

Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 2ª Delegacia de Polícia, deflagrou no dia 27 de abril de 2026 a Operação Sagrada Família III, na Asa Norte. A ação terminou com a prisão de dois suspeitos por tráfico de entorpecentes e de um terceiro por receptação de cabos de energia.

A operação foi realizada na área conhecida como “Favelinha”, na SGAN 915, localizada entre a Escola Sagrada Família Menino Deus e o Centro Espírita Cícero Pereira. Segundo a PCDF, a região é alvo frequente de denúncias e já vinha sendo monitorada devido à movimentação típica de comércio de drogas, além da circulação de um veículo suspeito utilizado no transporte de cabos.

Durante a ação, que contou com apoio da Seção de Operações com Cães (SOC), os policiais apreenderam cerca de cinco gramas de crack, 10 quilos de cabos de aterramento, um celular com restrição de roubo e R$ 631 em dinheiro.

Após consulta aos sistemas policiais, foi constatado que o aparelho celular recuperado havia sido roubado em 2023. O homem que estava com o objeto foi autuado por receptação culposa.

Os dois suspeitos envolvidos com o tráfico foram presos em flagrante com base no artigo 33 da Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006), cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão. Já o terceiro foi autuado por receptação, conforme o artigo 180 do Código Penal, que prevê até quatro anos de prisão, além de multa.

Após os procedimentos, os detidos foram encaminhados à Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), onde permanecem à disposição da Justiça. As substâncias apreendidas foram enviadas ao Instituto de Criminalística.

O caso ocorre em meio ao aumento dos furtos de cabos no DF, tema já abordado pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, durante o programa Vozes da Comunidade. Na ocasião, ele afirmou que o governo já atua para enfrentar o problema, classificado como complexo, e destacou que há determinação da governadora Celina Leão para intensificar as ações e reduzir esse tipo de crime.

Segundo Patury, o combate não se limita à fiscalização de fornecedores e receptadores, embora essa frente de atuação precise ser ampliada. Ele apontou que um dos principais fatores por trás dos furtos é o uso de drogas, especialmente o crack, já que muitos usuários furtam pequenas quantidades de cabos para trocar por entorpecentes.

O secretário também ressaltou que, apesar de parecerem crimes de baixo valor, os impactos são imediatos e significativos. “Cinco metros de cabo podem desligar a iluminação de um hospital ou afetar o funcionamento do metrô”, exemplificou.

Outro ponto destacado foi a reincidência. De acordo com ele, há casos de indivíduos presos diversas vezes pelo mesmo crime, o que evidencia falhas na legislação. Para Patury, uma aplicação mais rigorosa da lei poderia reduzir significativamente os furtos.

Apesar dos desafios, o secretário afirmou que as forças de segurança têm intensificado as ações, citando apreensões recentes de grandes quantidades de cobre pela Polícia Civil. Ele também informou que o governo revisa estratégias e deve ampliar a fiscalização para conter o avanço desse tipo de crime no DF.

A Operação Sagrada Família III integra o conjunto de ações permanentes da PCDF no enfrentamento ao tráfico de drogas e na repressão à criminalidade no Distrito Federal.