Operação Eros apura extorsões contra casal de Taguatinga

PCDF identificou dez integrantes de grupo que atuaria em Minas Gerais, incluindo três adolescentes

Um casal de Taguatinga virou alvo de extorsão após desistir de um encontro combinado por meio de site de acompanhantes, segundo investigação da Polícia Civil do DF. O caso levou à deflagração da Operação Eros nesta quarta-feira, 20.

A ação é coordenada pela 17ª DP e tem apoio da Polícia Civil de Minas Gerais. A operação mira um grupo investigado por exigir dinheiro das vítimas mediante ameaças.

A apuração começou em dezembro de 2025. De acordo com a PCDF, pessoas que se apresentavam como agenciadores da acompanhante passaram a cobrar R$ 700 como suposta taxa de cancelamento.

Durante as abordagens, o casal recebeu ameaças de morte e de exposição de dados pessoais nas redes sociais. As intimidações continuaram mesmo após o pagamento dos valores exigidos.

Os suspeitos também teriam enviado imagens de armas de fogo para pressionar as vítimas. Esse material entrou no conjunto de elementos analisados pelos investigadores.

A PCDF identificou que os autores atuavam a partir de Montes Claros, em Minas Gerais. Segundo a corporação, o município se tornou ponto recorrente de investigações sobre esse tipo de extorsão.

A operação tem como alvos dez integrantes do grupo criminoso, entre eles três adolescentes. Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão.

As ordens judiciais devem ser cumpridas em Montes Claros. A cooperação com a polícia mineira foi necessária porque os alvos estão fora do DF.

Os investigados responderão pelos crimes de extorsão e associação criminosa majorada pela participação de adolescente. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil.

A polícia trata o caso como uma ação organizada de cobrança ilegal, com uso de intimidação para obter vantagem financeira. A recomendação é preservar mensagens e procurar a delegacia quando houver ameaça semelhante.