O patrimônio declarado por Luiz Pitiman (PSD), candidato a vice-governador na chapa de José Roberto Arruda, saltou de R$ 2.641.264 em 2014 para R$ 26.285.651,43 nas eleições de 2026. Os dados constam no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em 12 anos, o aumento nominal foi de R$ 23.644.387,43, o equivalente a aproximadamente 895%. O patrimônio informado atualmente é quase dez vezes maior do que o apresentado por Pitiman quando disputou o Governo do Distrito Federal pelo PSDB.
A maior parcela está concentrada em créditos decorrentes de empréstimos, que somam mais de R$ 15,4 milhões. Pitiman também declarou participações em empresas de construção, imóveis, aplicações financeiras, veículos e valores depositados em contas bancárias. A relação pública não informa quem recebeu os empréstimos nem as condições das operações.
Empresário do setor da construção civil, Pitiman presidiu a Novacap durante o governo de Arruda, foi secretário de Obras na gestão de Agnelo Queiroz e exerceu mandato de deputado federal. Agora, retorna à disputa pelo Palácio do Buriti como vice de Arruda.
Apesar do registro, a participação da chapa na eleição ainda não está garantida. Arruda acumula seis condenações em segunda instância por improbidade administrativa decorrentes da Operação Caixa de Pandora, e o pedido de candidatura permanece aguardando julgamento na Justiça Eleitoral.
O futuro da candidatura também passa pelo Supremo Tribunal Federal, que analisa as mudanças na Lei da Ficha Limpa. Cármen Lúcia e Luiz Fux já votaram contra a flexibilização das regras, enquanto o julgamento está suspenso por um pedido de vista de Gilmar Mendes.
