A Operação Insider, da Polícia Civil do DF, teve o bloqueio patrimonial ampliado para mais de R$ 16 milhões. A nova medida ocorreu após a Delegacia de Repressão à Corrupção identificar outros bens de interesse investigativo durante diligências iniciadas com a operação, deflagrada em 7 de maio de 2026.
Segundo a PCDF, o principal investigado é empregado público vinculado ao BRB. Além da sala comercial inicialmente incluída na medida judicial, os policiais constataram a existência de outras cinco salas comerciais em dois edifícios empresariais próximos.
A corporação informou que esses imóveis estavam ligados ao investigado ou à estrutura empresarial dele e haviam sido adquiridos recentemente. A descoberta levou a autoridade policial a pedir novas medidas de sequestro e indisponibilidade de bens.
A finalidade das medidas assecuratórias, de acordo com a PCDF, é garantir eventual ressarcimento ao erário, reparação de danos coletivos e pagamento de multas civis e penais ao final da persecução judicial. A decisão amplia o alcance patrimonial da investigação.
Com a atualização das cautelares, foram bloqueados mais de R$ 13,1 milhões em contas bancárias e investimentos financeiros associados aos investigados. A investigação também resultou na constrição judicial de seis imóveis e oito veículos de luxo.
A Polícia Civil informou que o bloqueio patrimonial total supera R$ 16 milhões. Os valores poderão ser revertidos ao Estado ao fim da ação penal, dependendo do resultado judicial e da comprovação dos elementos apurados no processo.
A investigação segue em andamento. A DRCOR/Decor deve aprofundar a análise da origem dos recursos, das formas de ocultação patrimonial e da possível participação de outras pessoas no caso, a partir dos elementos de prova já colhidos durante as diligências e dos bens agora alcançados pelas cautelares.



