A Polícia Civil do DF (PCDF) deflagrou nesta quinta-feira (7) a Operação Insider para investigar um grupo suspeito de lavar dinheiro e praticar corrupção a partir de movimentações financeiras ligadas a uma agência do BRB.
A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCor), com apoio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep/MPDFT) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro (DRCI/PCERJ).
As investigações começaram após informações repassadas pelo próprio BRB, que identificou irregularidades em uma agência, incluindo operações suspeitas e descumprimento de regras de compliance por um gerente.
Segundo a PCDF, o inquérito identificou movimentações estimadas em R$ 15 milhões, com transferências suspeitas entre pessoas físicas e jurídicas, uso intenso de dinheiro em espécie e indícios de ocultação patrimonial por meio de veículos de alto valor.
Parte dos valores investigados teria origem em fraude eletrônica milionária contra empresas privadas. Esses recursos foram bloqueados no BRB.
A investigação também apura possíveis irregularidades em operações da BRB DTVM, distribuidora de títulos e valores mobiliários. Um empregado público do banco, responsável pela intermediação de carteiras de ativos, teria operacionalizado a venda de três carteiras avaliadas em mais de R$ 60 milhões e recebido valores incompatíveis com os rendimentos formalmente declarados.
Os investigados moram no DF, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão, além de bloqueio financeiro proporcional ao valor das movimentações suspeitas.
A Justiça também determinou o bloqueio de transferência de oito veículos de luxo e de um imóvel no DF.
Se condenados, os suspeitos podem responder por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão.



