Poços de Caldas passou a abrigar uma planta semi-industrial de terras raras da Viridis, multinacional australiana que conduz o Projeto Colossus em Minas Gerais. O Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras foi inaugurado nesta quinta-feira (28), no Sul do estado.
O projeto já recebeu cerca de R$ 200 milhões em investimentos e prepara uma futura operação industrial estimada em mais de US$ 350 milhões. A instalação teve acompanhamento da Invest Minas, agência de atração de investimentos vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.
A unidade processará argilas iônicas para produção de carbonato misto de terras raras. Segundo o governo mineiro, trata-se de uma das maiores plantas semi-industriais demonstrativas de processamento contínuo do tipo fora da China, país que domina a cadeia global de refino e processamento.
A capacidade da planta é de 100 quilos por hora de minério argiloso, cerca de quatro vezes acima de estruturas-piloto semelhantes em operação fora da China. Entre os elementos produzidos estão neodímio, praseodímio, disprósio e térbio.
O centro também terá laboratórios, áreas de treinamento e estrutura para qualificar mão de obra especializada. A previsão é que o conjunto de projetos da Viridis em Minas gere mais de 2,5 mil empregos diretos e indiretos até 2029.
A empresa prevê concluir os estudos definitivos de viabilidade em 2026, iniciar as obras da planta industrial em 2027 e alcançar a primeira produção comercial em 2028. O projeto ocorre em meio ao esforço internacional para diversificar fornecedores de minerais estratégicos.
Estados Unidos e países europeus vêm buscando alternativas para reduzir a dependência global da China no fornecimento e processamento de terras raras. Nesse cenário, Minas reúne reservas minerais, capacidade industrial e centros tecnológicos para disputar espaço nessa cadeia.



