Projeto de Roosevelt Vilela cria Dia do Gengibre no Calendário Oficial do DF

Lei promulgada por Celina Leão institui a data em 15 de maio e valoriza produtores de Vargem Bonita

O Distrito Federal terá o Dia do Gengibre no Calendário Oficial de Eventos a partir de 2027. A data foi instituída pela Lei nº 7.906/2026, promulgada pela governadora Celina Leão na quinta-feira (11), a partir de projeto apresentado pelo deputado Roosevelt Vilela (PL).

A proposta de Roosevelt, registrada como Projeto de Lei nº 2.180/2026, estabelece que a comemoração será realizada anualmente em 15 de maio. Segundo o parlamentar, o objetivo é valorizar a produção agrícola local, a agricultura familiar, a gastronomia regional e o desenvolvimento rural sustentável.

A escolha da data também tem relação direta com Vargem Bonita, principal polo produtor de gengibre do DF. O dia 15 de maio marca o aniversário da Feira do Produtor da região, espaço ligado à comercialização da produção rural local.

Atualmente, o Distrito Federal conta com 33 produtores de gengibre, sendo 30 deles em Vargem Bonita. A cultura ocupa 19,4 hectares e registrou, em 2025, a comercialização de quase duas mil toneladas, com movimentação superior a R$ 27,7 milhões.

Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a criação da data reconhece o trabalho das famílias produtoras que ajudaram a transformar o gengibre em fonte de renda, geração de empregos e desenvolvimento. Ele também destacou a atuação da Emater-DF no apoio técnico, na capacitação, na gestão e na organização da cadeia produtiva.

A gerente do escritório da Emater-DF em Vargem Bonita, Claudia Coelho, avalia que a lei representa valorização dos produtores, fortalece a agricultura familiar e amplia a visibilidade da raiz no mercado. Segundo ela, a medida simboliza reconhecimento e novas oportunidades para o campo no DF.

A produção de gengibre em Vargem Bonita tem ligação com famílias descendentes de japoneses que ajudaram a formar a identidade agrícola da região. Durante anos, o cultivo era voltado principalmente ao consumo familiar, mas ganhou escala comercial com apoio da assistência técnica e organização dos produtores.

De acordo com Claudia Coelho, excursões técnicas ao Espírito Santo, maior produtor de gengibre do Brasil, ajudaram os agricultores a enxergar a cultura como oportunidade de negócio. Com isso, a produção cresceu, novos mercados foram conquistados e o gengibre passou a chegar a restaurantes especializados e estabelecimentos comerciais.