Cartão Vermelho para o Racismo completa um ano com ações em grandes jogos

Mobilização idealizada pela Sejus-DF já reuniu torcedores no Mané Garrincha, no Mangueirão e em partidas nacionais

Mais de 200 mil torcedores participaram, em um ano, da campanha Cartão Vermelho para o Racismo, idealizada pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol. A primeira ação ocorreu em 4 de maio de 2025, antes de Vasco x Palmeiras.

Naquele jogo, disputado pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro, mais de 30 mil torcedores ergueram cartões vermelhos ao mesmo tempo no Mané Garrincha. O ato abriu uma série de mobilizações contra a discriminação racial em estádios.

O funcionamento da campanha segue um roteiro simples. Antes das partidas, servidores da Sejus entregam cartões aos torcedores nas entradas. Em um momento combinado, público, atletas e autoridades levantam o cartão vermelho como manifestação coletiva.

A campanha esteve em jogos de grande repercussão, como Aparecidense x Fluminense, Capital x Botafogo e a final da Supercopa Rei entre Flamengo e Corinthians. A decisão ocorreu em 1º de fevereiro de 2026, na Arena BRB Mané Garrincha, com cerca de 70 mil participantes na ação.

Fora do DF, um dos atos ocorreu no clássico Re-Pa, entre Remo e Paysandu, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Mais de 45 mil torcedores presentes ao Mangueirão, em Belém, participaram da mobilização antirracista.

A Sejus informa que o lema da campanha é “Não é só falta grave, é cartão vermelho para o racismo”. A iniciativa foi inspirada pela Lei Vinícius Júnior e passou a fazer parte do protocolo de competições realizadas no Distrito Federal.

Em junho de 2025, o Conselho Nacional do Ministério Público aderiu à campanha, reforçando a expansão para outros estados. A secretaria mantém a ação como uma política de conscientização no futebol e em eventos esportivos.

A mobilização também reúne atletas, torcedores e instituições no mesmo gesto simbólico antes das partidas. A ação segue em expansão, segundo a Sejus, dentro e fora dos estádios brasileiros.