As chuvas fora de época reforçaram o combate à dengue no DF mesmo durante o período de seca. Os ovos do Aedes aegypti podem permanecer viáveis por até 400 dias sem contato com a água.
Quando um recipiente volta a acumular água, os ovos aderidos às paredes internas podem eclodir. Dessa forma, baldes e outros objetos aparentemente secos continuam capazes de manter o ciclo do mosquito.
As temperaturas mais baixas diminuem a atividade e a velocidade de desenvolvimento do Aedes. No entanto, o frio do Distrito Federal não costuma interromper completamente o ciclo de vida.
A rega frequente de plantas e o armazenamento de água também podem manter criadouros durante a estiagem. Por isso, a Secretaria de Saúde recomenda inspeções semanais dentro e fora das residências.
Os moradores devem eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas e reservatórios tampados e limpar calhas e ralos. Além disso, é necessário descartar resíduos corretamente e fazer a manutenção das piscinas.
Baldes, tonéis, pratos de plantas, bebedouros de animais e recipientes de irrigação exigem atenção especial. Pequenas quantidades de água já permitem o desenvolvimento do mosquito.
Durante todo o ano, a Vigilância Ambiental usa ovitrampas para acompanhar a circulação do Aedes nas regiões administrativas. As equipes também inspecionam residências, comércios, terrenos baldios, borracharias, ferros-velhos e cemitérios.
Outras estratégias incluem drones para localizar criadouros de difícil acesso, borrifação residual em locais de grande circulação e estações disseminadoras de larvicida. Além disso, agentes recebem capacitação permanente.
A campanha Junho sem Dengue realizou visitas no Gama e em Santa Maria nos dias 18 e 19. As equipes orientaram moradores e separaram materiais sem uso que poderiam acumular água.
O recolhimento desses itens no Gama está previsto para os dias 22 e 23 de junho, com participação do Serviço de Limpeza Urbana e da administração regional.



