A vacina Pneumo 20 começou a ser oferecida na rede pública e passou a integrar o calendário nacional de vacinação. A nova fórmula protege contra 20 sorotipos do pneumococo, bactéria associada a pneumonia, meningite, otite e outras infecções invasivas.
A incorporação ocorrerá de forma gradual e substituirá as vacinas Pneumo 10, Pneumo 13 e pneumocócica 23. Durante a transição, porém, a Pneumo 10 continuará sendo utilizada enquanto houver estoque.
O esquema infantil anterior previa doses da Pneumo 10 aos 2 e 4 meses, além de reforço aos 12 meses. A orientação agora depende das doses que a criança já recebeu.
Bebês que iniciarem a vacinação receberão Pneumo 20 na primeira dose. Enquanto houver Pneumo 10 disponível, a segunda aplicação será feita com ela e o reforço usará novamente a Pneumo 20.
Quem já recebeu a primeira dose de Pneumo 10 tomará a segunda dose e o reforço com Pneumo 20. Já as crianças com duas doses de Pneumo 10 receberão o reforço da Pneumo 20 a partir dos 12 meses.
Crianças que concluíram o esquema com Pneumo 10 aos 2, 4 e 12 meses são consideradas imunizadas. Portanto, não precisam reiniciar a vacinação nem receber dose adicional de Pneumo 20.
Após o fim dos estoques da Pneumo 10, todas as etapas do esquema serão feitas exclusivamente com a nova vacina.
Segundo a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde, Tereza Luiza Pereira, a principal mudança é a ampliação de dez para 20 sorotipos cobertos. Dessa forma, a proteção alcança mais variantes relacionadas a doenças pneumocócicas.
Dados citados pela pasta apontam 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes no Brasil entre 2023 e 2025. A taxa de letalidade no período ficou acima de 30%.
Além das doenças invasivas, a Pneumo 20 também atua na prevenção da otite média. Pais e responsáveis devem procurar a unidade de saúde com a caderneta de vacinação para que a equipe verifique qual etapa corresponde ao histórico da criança.



