DF prepara operação com reforço aéreo e terrestre contra incêndios

Plano para a seca reúne CBMDF, órgãos ambientais e forças de segurança em áreas de risco do Cerrado

A prevenção e o combate a incêndios florestais no DF terão reforço durante a seca com a Operação Verde Vivo 2026. O planejamento prevê, todos os dias, de 170 a 200 bombeiros voltados exclusivamente às ações contra fogo em vegetação, com apoio de postos estratégicos e unidades operacionais.

A estrutura do Corpo de Bombeiros será distribuída em 12 postos e 33 unidades operacionais. Quando houver grandes ocorrências, a mobilização poderá alcançar até 1,5 mil militares por dia, somando equipes administrativas e operacionais destacadas para resposta ao fogo.

O aparato inclui até 35 viaturas exclusivas, sopradores, mochilas costais, abafadores, motobombas e ferramentas próprias para combate em vegetação. Pelo ar, a operação terá dois aviões Air Tractor, um helicóptero e drones para monitorar áreas de risco e apoiar o deslocamento das equipes.

O reforço foi anunciado em meio à previsão do Inmet de atuação do El Niño no segundo semestre de 2026. O fenômeno pode reduzir chuvas e elevar temperaturas no Centro-Oeste, o que exige maior atenção em áreas de Cerrado, unidades de conservação, regiões rurais e zonas de contato entre mata e cidade.

No ano passado, os dados oficiais apontaram redução média de 24,07% nas ocorrências de incêndios florestais no DF e queda de 28,73% na área queimada em comparação com 2024. Ainda assim, o Corpo de Bombeiros informa que quase todos os incêndios florestais combatidos nos últimos anos tiveram causa humana.

O comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Alves Barcelos, pediu que a população evite qualquer uso de fogo e acione a corporação ao identificar focos de incêndio. O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, também alertou para riscos relacionados à queima de lixo, entulho e restos de poda.

A operação faz parte do PPCif, plano que reúne CBMDF, Sema-DF, Jardim Botânico, Brasília Ambiental, Defesa Civil, PMDF, SES-DF e ICMBio. As ações incluem campanhas educativas, abordagens a comunidades rurais, monitoramento de áreas vulneráveis e abertura de aceiros, faixas sem vegetação usadas para barrar o avanço das chamas.