
A esquerda do DF entra no debate eleitoral marcada por um impasse que expõe mais disputa interna do que força nas ruas. De um lado, Leandro Grass, do PT, tenta se consolidar como nome principal do campo. Do outro, Ricardo Cappelli, do PSB, também busca espaço para liderar a chapa.
A briga, no entanto, ocorre em um cenário de baixa musculatura eleitoral. Pelos números mais recentes, da pesquisa Correio/OPINIÃO, Grass aparece com 9,2% das intenções de voto, enquanto Cappelli registra 1,7%. Samara Mineiro, do PSOL, soma 1,5%. Juntos, os três nomes chegam a 12,4%.
Mesmo sem atingir 13% somados, PT e PSB travam uma queda de braço para definir quem será protagonista e quem terá de aceitar uma posição secundária. Na prática, a disputa gira em torno de quem comandará uma chapa que ainda não conseguiu demonstrar força suficiente no eleitorado do DF.
O impasse revela uma esquerda fragmentada, mais concentrada na ocupação de espaços internos do que na construção de um projeto competitivo para o Buriti.



