Guia de trilhas orienta visitantes no Parque Estadual do Rio Doce

Publicação reúne percursos autoguiados, rotas com condutores e normas de segurança para turismo de natureza

O Parque Estadual do Rio Doce ganhou um novo guia para orientar turistas e moradores interessados em percorrer as trilhas da unidade de conservação. Lançado pelo Instituto Estadual de Florestas, o material apresenta detalhes sobre distância, dificuldade, tempo de caminhada, regras de visitação e cuidados de segurança.

A publicação separa os roteiros entre trilhas de livre acesso e percursos que precisam de acompanhamento de condutores credenciados. A relação desses profissionais aparece no próprio guia, informação útil para quem pretende fazer trajetos mais longos ou atividades com monitoramento especializado.

Nas opções autoguiadas, o visitante encontra a Trilha do Vinhático, de 1,3 km, e a Angico Vermelho, de 1,45 km, adaptada também para ciclistas. Há ainda a Trilha das Crianças, com 182 metros, e a Trilha do Pescador, na área da Lagoa Dom Helvécio, voltada à pesca recreativa de espécies exóticas.

Entre os roteiros com controle estão a Trilha da Carioca, ligada à observação de fauna e à educação ambiental, e a Trilha Porto Capim, que passa por área preservada de Mata Atlântica usada em pesquisas. Para quem tem mais preparo físico, a Transperdida soma 10,8 km e aparece como a maior trilha ativa do parque, com dificuldade alta.

O guia também inclui a Ciclotrilha TransEstalo, inaugurada em 2025. Com 45,9 km, o percurso é destinado ao cicloturismo e leva no nome uma referência ao jacu-estalo, ave encontrada na região. O parque também registra presença de espécies como onça-pintada, onça-parda, anta, tatu-canastra, muriqui-do-norte e sagui-caveirinha.

As regras de visitação proíbem alimentar animais, fazer fogueiras, retirar plantas, descartar resíduos inadequadamente e acessar áreas restritas. A classificação dos trajetos segue a norma ABNT NBR 15505:2019, referência para atividades de caminhada em ambientes naturais.

O Parque Estadual do Rio Doce é o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica em Minas Gerais. Com o guia, o IEF busca organizar melhor o uso público da unidade e reforçar a segurança dos visitantes sem afastar a visitação de natureza permitida na área.