O próximo concurso da carreira de desenvolvimento e assistência social do DF terá uma mudança relevante para quem pretende concorrer ao cargo de educador social. Portaria conjunta publicada no DODF nesta quinta-feira (21) permite a nomeação de aprovados com graduação em qualquer área reconhecida pelo Ministério da Educação.
A regra anterior limitava o ingresso a candidatos formados em cursos de licenciatura. A alteração foi feita pelas secretarias de Desenvolvimento Social, Justiça e Cidadania e da Mulher, que receberão servidores aprovados no certame.
Na prática, a medida aumenta o alcance do concurso para o cargo de educador social, que terá 128 vagas imediatas e de cadastro reserva. A mudança, porém, ainda precisa ser formalizada em retificação do edital no Diário Oficial do Distrito Federal.
A remuneração prevista para educador social é de R$ 6.071,09. O valor pode ser acrescido de gratificações, conforme a lotação, além de vale-alimentação de R$ 640.
A portaria também redefiniu atribuições do cargo. A descrição passa a contemplar funções socioassistenciais e comunitárias mais amplas e exclui atividades pedagógicas específicas, que estavam ligadas à formação de professores.
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo, a atualização aproxima o cargo da rotina das unidades socioassistenciais e amplia as oportunidades para candidatos ao concurso. Ela afirmou que a mudança preserva a qualidade do atendimento prestado à população.
As provas estão previstas para 6 de setembro, em dois turnos. Os candidatos a especialista, de nível superior, farão a avaliação pela manhã, enquanto os concorrentes aos cargos técnicos, de nível médio, farão prova à tarde.
No total, o concurso prevê 529 vagas imediatas para a Sedes-DF, 368 para a Secretaria da Mulher e 300 para a Sejus-DF. Para nível médio, há vagas de agente social, cuidador social e técnico administrativo; para nível superior, o edital contempla áreas como direito, psicologia, serviço social, pedagogia e nutrição.



