
A exclusão de Taiwan da Organização Mundial da Saúde voltou ao debate internacional às vésperas da Assembleia Mundial da Saúde, principal fórum global de decisões na área sanitária. Este é o décimo ano consecutivo em que Taiwan não recebe convite para participar do encontro.
O governo taiwanês defende maior inclusão nas discussões globais sobre saúde pública e afirma ter experiência, tecnologia e capacidade de contribuir com outros países. Para Benito Liao, representante do Escritório Econômico e Cultural de Taipei no Brasil, a ausência de Taiwan na OMS representa prejuízo para a cooperação internacional.
“O acesso à saúde global não deve ser condicionado por disputas políticas. Taiwan tem experiência, capacidade tecnológica e disposição para contribuir com a comunidade internacional”, afirmou.
Segundo Liao, Taiwan demonstrou, especialmente durante crises sanitárias recentes, que pode colaborar com soluções tecnológicas e estratégias de saúde pública. Ele citou a pandemia de Covid-19 como exemplo da capacidade da ilha em atuar em cenários de emergência.
Mesmo fora da OMS, Taiwan busca ampliar sua presença em iniciativas internacionais. Entre os dias 17 e 19 de maio, o país realizará em Genebra a exposição “Taiwan Smart Medical & Health Tech Expo”, voltada à apresentação de tecnologias de inteligência artificial aplicadas à saúde, além de soluções em medicina, saúde pública e bem-estar social.
A iniciativa tem como objetivo reforçar a posição de Taiwan como parceira estratégica em ações globais de saúde. O governo taiwanês sustenta que sua experiência em gestão sanitária e inovação pode contribuir para o enfrentamento de desafios comuns a diferentes países.
No Brasil, Benito Liao defendeu maior apoio internacional à participação de Taiwan na OMS. Segundo ele, brasileiros e taiwaneses compartilham valores como democracia, liberdade e direitos humanos, e a inclusão da ilha representaria um avanço para a cooperação global em saúde pública.



