O vandalismo em paradas de ônibus gerou 130 ocorrências no Distrito Federal em apenas dois meses. Foram 72 registros em maio e outros 58 em junho de 2026, uma média superior a dois casos por dia.
Vidros quebrados formam a categoria mais frequente de dano. Os registros também incluem bancos destruídos ou furtados, retirada de portas e tetos, desaparecimento de postes de sustentação e calhas, além do furto de componentes metálicos, peças elétricas e kits de iluminação.
Guará liderou o levantamento dos dois meses, com 18 ocorrências, seguido pela Asa Norte, com 16. Águas Claras e Asa Sul tiveram 15 casos cada, enquanto o Eixo Monumental e Taguatinga registraram 11. Também aparecem Gama, com 10; Lago Norte, com nove; Lago Sul, com sete; e Jardim Botânico, com três.
Na parada nº 894 da Avenida Castanheiras, em Águas Claras, os vidros e a moldura do painel publicitário foram destruídos em 12 de junho. O reparo terminou no dia 15, mas o abrigo amanheceu novamente danificado poucas horas depois, em 16 de junho.
Desde 2019, o Distrito Federal recebeu 1.613 novos abrigos, dos quais 1.234 são de concreto e 379 de metal e vidro. Em 2025, foram instaladas 654 estruturas em 20 regiões administrativas e realizadas 156 manutenções corretivas.
A concessionária responsável executa a maior parte dos reparos nos modelos de metal e vidro. Em locais com danos recorrentes, as estruturas podem ser trocadas por abrigos de concreto. Em Ceilândia, por exemplo, 49 unidades passaram por essa substituição. A cada ocorrência identificada, a empresa registra boletim policial e inclui o reparo como prioridade no cronograma.
Quem presenciar um flagrante ou comportamento suspeito pode acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Danos já ocorridos e pedidos de manutenção devem ser registrados na Ouvidoria Geral pelo número 162.
Também é possível encaminhar ocorrências e sugestões pelo portal Participa DF. A identificação rápida do local e do tipo de dano ajuda os órgãos responsáveis a direcionar a equipe de manutenção e apurar o caso.
