GDF aposta em IA para projetar Brasília como hub tecnológico

Celina Leão citou integração de dados, monitoramento de serviços públicos e instalação de empresas no Biotic

O GDF pretende consolidar Brasília como hub tecnológico por meio de inteligência artificial, integração de dados e atração de empresas. A estratégia foi apresentada pela governadora Celina Leão nesta quarta-feira (17), durante o 7º Brasília Summit.

O encontro reuniu autoridades, especialistas e empresários no Brasília Palace Hotel. Com o tema inteligência artificial na gestão pública e privada, a programação discutiu decisões, recursos e serviços apoiados por tecnologia.

Brasília como hub tecnológico depende de dados integrados

Celina Leão citou a Secretaria de Governança Digital e Integração (SGDI) como parte da reorganização do setor. A pasta coordena ações de tecnologia, inovação, serviços digitais e integração de dados na administração distrital.

Segundo a governadora, a centralização reduz compras duplicadas e facilita a comunicação entre sistemas. Além disso, dados reunidos podem orientar decisões em diferentes áreas do governo.

A chefe do Executivo também afirmou que Brasília dispõe de condições energéticas e hídricas para receber centros de dados. No entanto, o encontro não apresentou novos contratos nessa área.

Saúde usa IA para acompanhar pacientes

Na saúde, o governo destacou o Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente. O programa recebe incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

A ferramenta usa dados em tempo real e inteligência artificial para acompanhar o paciente desde a entrada no hospital até a alta. Dessa forma, gestores podem observar a lotação das unidades e a quantidade de cirurgias realizadas.

Celina informou que o gabinete acompanha demandas do DF por painéis. Entre os dados monitorados estão cirurgias diárias, ocupação hospitalar e necessidades de intervenção.

DF 360° integra câmeras e forças de segurança

Na segurança pública, o exemplo apresentado foi o DF 360°. A plataforma reúne videomonitoramento, informações operacionais e imagens de câmeras públicas e privadas.

De acordo com a governadora, o sistema analisa até 4 milhões de placas de veículos por dia. Além disso, inclui leitura de placas, reconhecimento facial e compartilhamento de imagens entre Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.

Empresas e moradores também podem cadastrar câmeras de forma voluntária. Assim, o governo amplia os pontos de monitoramento em áreas residenciais, comerciais e de grande circulação.

Biotic pode receber 65 empresas

Outro eixo da estratégia é o Parque Tecnológico de Brasília, o Biotic. Segundo Celina, o GDF trabalha em uma assinatura que poderá permitir a instalação de 65 empresas no espaço.

Com a chegada das companhias, o governo pretende ampliar o setor de inovação e atrair atividades de maior valor agregado. A medida, porém, ainda depende da formalização citada no encontro.