A oferta do Implanon no DF alcançou 6.692 dispositivos distribuídos e inseridos pela rede pública entre fevereiro e o fim de maio de 2026. O contraceptivo está disponível para meninas e mulheres de 14 a 49 anos.
Todas as unidades básicas de saúde do Distrito Federal possuem o implante. Para receber orientação, a interessada deve procurar a equipe de Saúde da Família da UBS de referência.
O Implanon é colocado na parte interna do braço por médicos ou enfermeiros capacitados. O procedimento usa anestesia local e, segundo a Secretaria de Saúde, é simples e rápido.
O dispositivo libera etonogestrel e pode prevenir a gravidez por até três anos. Além disso, é reversível e não depende de uso diário, como ocorre com as pílulas.
A referência técnica distrital em saúde da mulher, Viviane Albuquerque, informou que a taxa de falha é inferior a 0,05%. No entanto, a escolha do método deve considerar o organismo e a rotina de cada paciente.
A oferta começou com 10,1 mil unidades destinadas a grupos prioritários. Depois, a capacitação de mais profissionais e a chegada de 5,5 mil novos dispositivos permitiram ampliar o atendimento.
O contraceptivo não é o mesmo produto conhecido como “chip da beleza”. Esses implantes manipulados podem conter esteroides anabolizantes ou hormônios androgênicos e têm comercialização estética proibida pela Anvisa.
Nos primeiros meses, o Implanon pode provocar alterações no ciclo menstrual, na pele e no cabelo. Também podem ocorrer sensibilidade nos seios, dor de cabeça e variações de peso.
A rede pública oferece ainda preservativos, pílulas, anticoncepcionais injetáveis e procedimentos de esterilização permanente. Somente os preservativos protegem contra infecções sexualmente transmissíveis.
A decisão deve ser compartilhada com um profissional de saúde. Dessa forma, a paciente pode avaliar eficácia, duração, possíveis reações e combinação com outros métodos.



