A inteligência artificial no Fisco do DF ganhou destaque em apresentação da Secretaria de Economia durante a 68ª Reunião da Comissão de Gestão Fazendária, realizada em Brasília entre 16 e 18 de junho.
Dois projetos tecnológicos da pasta foram apresentados no encontro. Um deles é o Sistema Eletrônico de Fiscalização Tributária em Trânsito, usado pela Secretaria Executiva da Receita para monitorar mercadorias em circulação.
O Sefit integra câmeras OCR para leitura de placas, balanças WIM que pesam caminhões em movimento e um aplicativo capaz de gerar alertas fiscais para auditores da Receita.
Com a automação, o governo busca fiscalizar em tempo real mercadorias que entram, saem ou circulam pelo Distrito Federal. A medida tenta ampliar a cobertura da fiscalização, antes mais dependente de blitz presenciais.
A Secretaria de Economia também apresentou aplicações de inteligência artificial e machine learning na seleção fiscal. Os modelos usam bases de dados preparadas, curadoria humana e treinamento computacional para identificar padrões de risco.
Entre os exemplos citados está a identificação de empresas de fachada usadas para emitir créditos fraudulentos de ICMS. A tecnologia permite cruzamentos e análises em escala maior.
A Receita do DF também estuda modelos de linguagem em larga escala voltados à classificação tributária. Segundo a apresentação, um modelo em português do Brasil, com 160 milhões de parâmetros, foi testado pela equipe da pasta.
Para a Secretaria de Economia, a evolução tecnológica deve reduzir evasão fiscal e estimular a arrecadação voluntária. Além disso, o uso de dados tende a direcionar melhor o trabalho dos auditores.



