O ex-governador José Roberto Arruda volta a aparecer no centro do debate político do Distrito Federal em meio a mais um escândalo de grandes proporções. Desta vez, a ligação não ocorre como alvo direto da investigação, mas pelo entorno familiar e político alcançado pela nova fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.
A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (18), mandados de busca e apreensão em endereços ligados à nova etapa da investigação. Entre os locais citados está o Instituto Terra Firme, presidido por Flávia Arruda, ex-mulher de Arruda. Atualmente, Flávia é casada com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Para Arruda, o novo episódio surge como mais um problema político em uma caminhada já marcada por pendências judiciais. No último dia 15, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios manteve condenação por improbidade administrativa no âmbito da Operação Caixa de Pandora e impôs pagamento de R$ 1 milhão por réu, além da obrigação de ressarcimento ao erário no valor de R$ 257 mil.
A decisão do TJDFT cita um esquema de corrupção no Governo do Distrito Federal entre 2006 e 2009 e aponta que a sentença de primeira instância condenou Arruda, outros réus e uma empresa envolvida no caso. O tribunal também rejeitou preliminares apresentadas pelas defesas e manteve a validade de provas audiovisuais analisadas no processo.
Com isso, a tentativa de retorno de Arruda ao Buriti passa a conviver com dois pesos simultâneos: de um lado, a Caixa de Pandora, caso que derrubou sua trajetória no governo local e segue produzindo efeitos judiciais, de outro, o caso Master, que agora alcança pessoas próximas ao ex-governador e amplia o desgaste político em torno de seu nome no DF.



